Em estúdio: Sem Prejuízo + idéias mil

Valmor: Depois de trabalharmos em All Black (e paralelamente à releitura em estúdio de de “Malzbier”), iniciou-se um fluxo de idéias novas, em sua maioria oriundas da fábrica de riffs conhecida também como Guilherme! Primeiro vieram os fragmentos “Liga o Foda-se e Vai”, “Já Era”, “Sem Prejuízo” e “Ferramenta”. Sessões com riffs em sequência para serem arranjados e desenvolvidos. Elegi as duas últimas, em especial “Sem Prejuízo”, onde abusei da influência Mike Portnoy em alguns grooves. O trecho em 02:36 é um dos meus prediletos de tudo que já rolou de som Urso, rola um clima épico que deverá ser sensacional tocado ao vivo. Logo depois que toquei a bateria, o Brenno adicionou seus grooves, com destaque para o solo de baixo em 04:08.

O resultado até agora (falta o Andrio brincar nessa):

“Ferramenta” eu cheguei a gravar algumas idéias de bateria, seguindo a inspiração Tool dos riffs, mas não foi lá muito longe ainda!

Nessa levada de novas composições, me pilhei em criar um épico para a banda, na pilha de músicas longas cheias de climas. Afinei minha strato em drop-C e parti de um dedilhado do mal. A música passeia por várias influências e bate nos 10 minutos. Para combinar com a duração prolongada, entitulei-a “Choque Termal (ou Dezenas de Pinguins Boiando na Terra do Fogo)”.

Por enquanto ela está assim:

O Andrio já gravou um violão de aço para a introdução dedilhada. Está com o Guilherme agora para execução dos riffs pesados com a pegada apropriada!

Guilherme: A parte mais divertida é a composição; vinha fazendo isso desde que adquiri o PODxt (que finalmente me permitiu transpor para o micro os riffs), mas sem muita perspectiva de fazer alguma coisa útil com essas músicas. Finalmente agora, com a URSO, pude me dedicar a sessões de gravação mais frutíferas. Depois do ensaio gravei os riffs (das minhas partes) para “Os Conselhos que Vos Deixo”, “All Black”, “Eu Não Morri” e “A Morte o Bem e o Malzbier Livre”. No aguardo dos próximos ensaios e sessões de gravação, registrei ideias para eventual utilização: “Almoço no Filhote” (com utilização forte de delay – ainda vou experimentar outras configurações), “Caso Fortuito”, “Ferramenta”, “Força Maior”, “Imigrante”, “Já Era”, “Liga o Foda-se e Vai”, “O Impiedoso”, “Proxeneta”, “Sem Prejuízo” e “Xangrila”. Fiquei essas últimas duas ou três semanas levando e trazendo a Fender da loja para regulagem e aferição das condições gerais, então estou devendo a finalização de “All Black”, além de praticar um pouco mais “Ferramenta” e “Choque Termal” (essa é, por ora, integralmente do Valmor) para ver se surge algum acréscimo legal.

No “ensaio” escrito pelo Neal Peart sobre o “Snakes & Arrows” o baterista relata que curte mandar para o Geddy Lee as letras candidatas a serem encaixadas nas músicas compostas por Lee e Alex Lifeson, e que se sente como um fã do Rush quando as ouve pela primeira vez, e que tanto quanto todos nós se vê na contingência de aprendê-las e de gostá-las. Mais ou menos, e mal comparando, é como fazemos o Valmor e eu: mando os riffs, numa sequencia linear, e o Valmor acerta as repetições e as colagens das partes. Na maior parte dos casos funciona, mas é certo que a coisa toda fica muito melhor quando tocada ao vivo (e essa convicção adquiri quando tocamos no ensaio, pela primeira vez, “All Black”).

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