SHOW URSO #1: Dr. Jekyll 08/09/2010

Guilherme: O Andrio recebeu o convite e nos organizamos para o primeiro show da URSO, em conjunto com a Hangovers, para abrir para a lendária Viana Moog. O início das atividades estava marcado para às 22h, mas logo fui esclarecido de que a pontualidade não era uma questão sagrada. A passagem de som seria entre 19h, 19h30min; só que o trânsito nesse horário já é competitivo, e nesse dia se agravou pelas obras do Dep na Av. Ipiranga e pelo jogo do Grêmio contra o Atlético-GO pelo Brasileirão 2010 (vitória de 2×0, Douglas e Borges, com atuação fraca do time). No decorrer da tarde o Andrio deu o toque de que deveria levar o meu ampli Laney de 50w que estava inativo há uns 5 anos. Cheguei, pois, para a passagem de som perto das 20h, encontrei o Brenno e um amigão dele, e depois chegaram Andrio e Valmor. Arrumamo-nos e tocamos “Malzbier”, “Conselhos” e “Imigrante”. Foram importantes as presenças dos caras da Hangovers, da Liege, do Lucas (Superguidis) que forneceram os parâmetros de som das guitars (a minha tinha que ter mais volume, mais médios e mais graves). Saímos de lá com a convicção de que o som estava muito bom. “Cervejiiiiiiinha” no Bell´s, xis no Cavanha´s, e uma hora depois voltamos ao Jekyll. Ali já estavam meus colegas Átila, César, Ilana, Maria Cláudia, Alex, Roberto e esposa, e o Gabriel. Falei também com o Luciano (da época da Burnin´ Boat, atual Teto e Muro), com o Vinícius (Absence Of), e tive a grande honra de conhecer o Bruno baixista da Quarto Sensorial (oportunidade que não desperdicei para parabenizar os caras pelo alto nível do som, bem como da literatura que é o blog dos caras – há meses nos meus favoritos). O Jekyll é um lugar pequeno, e achei muito bom, sendo certo que o público foi suficiente para deixá-lo cheio. Estava ansioso para tocar. A Hangovers tomou a frente e mandou um set de 5 músicas em 10 minutos. A Liege mandou muito bem na batera, tocando forte e conduzindo os dois guitarristas que executaram uns riffs muito bons, do meu tipo de riff muito bom. Para decepção do Valmor, de alguma maneira não esclarecida a Liege roubou a sua ideia de utilizar cartazes para se comunicar com a banda (o Valmor tem que admitir que os cartazes dela ficaram muito bons). Tão logo a Hangovers deixou o palco, plugamos nossos instrumentos. O público estava muito bom. Deixei uma câmera filmando o show em cima do ampli e o Vinícius ficou com a máquina do Valmor para filmar outros ângulos; e o cara se superou, fazendo close ups em cima do palco e tal, e pelo que vi depois já está praticamente tudo editado. O som estava muito bom durante “Os Conselhos que Vos Deixo”, que contou com uma introdução extendida de solo de baixo do Brenno. O Andrio se valeu do microfone para anunciar as músicas. Antes de “All Black” os caras pediram para eu aumentar o volume da guitar, e isso se repetiu mais duas vezes. Bem, a partir daí meu som rajou; ainda estou investigando o que houve (ampli não deu conta? cabo falhando?), mas o fato é que o timbre estava fechado demais e ainda falhou durante a execução das músicas. E não havia o que fazer – o som sumia, mas depois voltava. “All Black” foi executada sem erros, como as demais. Pessoal parecia estar curtindo bastante, houve até quem gritou “Saí Nadando” e acho que cabe finalizar a composição que estamos fazendo sob esse nome para um próximo show. Com os problemas no som da guitar, aí sim que fiquei estático, evitando movimentos que pudessem eventualmente comprometer ainda mais o som. Mandamos “A Morte, o Bem e o Malzbier Livre” e tenho achado cada vez melhor sobretudo a parte que fazemos um riff metal em uníssono (é o terceiro riff, digamos assim, tocado em dois momentos, antes do, digamos, refrão). Depois de uma rápida apresentação, chamei “Sem Prejuízo”. Para finalizar, uma versão arrasa-quarteirão de “Imigrante”, dedicada pelo Andrio à Larissa Riquelme (diz-se que ela foi entrevistada por uma amiga do Andrio para a Veja em São Paulo, que aproveitou para convidar a musa paraguaia da Copa do Mundo 2010 para assistir a URSO em Porto Alegre – ela viria à capital no dia seguinte). Fomos cumprimentados por muita gente. Realmente fiquei comovido com as manifestações positivas, os elogios, e o feedback qualificado que recebi. Tive a sensação de pela primeira vez ter feito algo bom em termos musicais. O Valmor contabilizou cinco convites de bandas para dividir o palco em shows futuros. Foi produtivo trocar uma ideia com a Giana da Transmission, com o Vinícius, o Luciano, e o Gabriel, que me surpreendeu com comentários pertinentes e oportunos sobre o nosso som (o cara inclusive elegeu justificada e justamente o Brenno como o nosso most valuable player, “sem prejuízo” da participação e da performance de nós outros). Os meus problemas de som foram percebidos por alguns, ignorados por vários; independente disso parece que não arruinou o som da banda, o que é o mais importante. Preocupava-me em manter ou superar as expectativas de quem conhecia o nosso som pelo myspace, blogs, youtube, e pelo visto foi exatamente esse o caso. Outras pessoas também expressaram palavras legais, e fica aqui o agradecimento. Após as fotos, as conversas e tal (rende até para o baterista não é Cris?), a Viana Moog subiu ao palco para sua conhecida apresentação performática. A noite acabou tarde para quem trabalha cedo na quinta. E foi muito boa. Próximo ensaio faremos coisas novas. Riffs e ideias para tal não faltam. Mais fotos do show aqui.

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