SHOW #2 – Garagem Hermética 29-10-2010

Guilherme: O segundo show da URSO seria no Beco, com a Quarto Sensorial, em 13/10/2010; a apresentação acabou sendo cancelada pelo conflito de datas com o show da Superguidis, do Andrio, abrindo para o Green Day no Gigantinho. Tivemos mais tempo para preparar, então, as novas do set list: “Vou Pegar Eles de Tocaia” e “Into the Void” (cover do Black Sabbath). E o próximo show seria, então, dia 29/10/2010 com a Loomer, que estaria lançando seu EP “Coward Soul”.

A passagem de som estava marcada para às 20h, e de maneira inédita fui o último a chegar, embora pontualmente. Aguardamos cerca de uma hora até chegar a bateria e os amplis. A Loomer, capitaneada pela Liege (que não deixou de reparar na rudeza da minha barba), tocou duas ou três músicas durante o soundcheck, e achei que o volume estava adequado. Os caras têm instrumentos muito legais (baixo Fender Jaguar vermelho da Liege, e guitarras Fender Jaguar e Jazzmaster, que eu nunca tinha visto por aí), bem como o maior número de pedais que já vi (parecia uma loja de pedais, cada um tinha um arsenal). Mais importante, desde logo mandaram muito bem nas primeiras pedradas.

Posicionamo-nos então para a passagem de som que serviria de ensaio, pois o Andrio não esteve presente no ensaio #12; tocamos as novas, “Into the Void” e “Tocaia”. Não estava muito confortável com o ampli que me foi destinado, um Giannini True Reverber, então tive dificuldade para tirar um som legal. Os caras da Loomer foram sensacionais nessa hora. “Into the Void” não tivemos problemas, mas “Tocaia” foi tenso, pois o som limpo não estava nada limpo. Alguma coisa saturava. Parecia ser a minha guitar. Resolvi, então, mudar a configuração do PODxt, que estava para um tipo de amplificador (combo) e coloquei em outro tipo (stack), e aí apareceu o som limpo. Baixamos o volume de saída do PODxt, e deixamos todo o Giannini no 5 (volume, grave, agudo, médio). Tocamos “Tocaia” na íntegra, mas com alguns desacertos, sendo certo que não consegui me concentrar totalmente nas 16 repetições do dedilhado introdutório a partir do ingresso da bateria do Valmor (e mais 16 depois das 8 da “ponte”). Testamos, ainda, “Sem Prejuízo” e “All Black” para conferir o meu volume e timbre. Particularmente, estava incerto, achando que meu som estava inaudível, mas todos disseram que estava ok, que me ouviam, então tentei desencanar.

O Momento Lucky Strike ficou por conta do dono do Garagem Hermética, que veio conversar conosco e perguntar se conhecíamos uma série de bandas que ninguém conhecia; o cara esclareceu que eram bandas de rock progressivo argentino dos anos 1960, e que faziam um som similar ao nosso, guardadas as proporções das épocas (o som não era tão pauleira nos anos 1960). Tirante a excepcional demonstração de cultura musical, achei muito legal o comentário e a aproximação, pois certamente o cara estava elogiando nosso som, dando força para pesquisarmos essas bandas.

Deixamos tudo como estava e cada um foi pra um lado, até a hora de voltar (0h).

Na volta, com a Sabrina, antes das 0h, encontrei grandes amigos: o Filipe e a Fernanda, e o Barboza e o Potiguara. Depois chegaram Taís e Alejandro, e Filipinho, Vinícius, dentre outros. Aproximadamente meia-hora depois, o Andrio convocou-nos para o show.

Subimos e aí as coisas transcorreram muito bem. O Andrio esteve perfeito na condução dos trabalhos, comunicando-se com o bom público presente, dando as dicas para aquisição de bottons, além de anunciar as músicas. O Brenno e o Valmor começaram, então, “Os Conselhos que Vos Deixo”, e fui ficando satisfeito com os nossos acertos: as guitarras (minha e do Andrio) tocando simultaneamente os acordes da introdução, e todos ingressando naquele acorde D do “refrão”; a velha história das pequenas coisas que trazem a felicidade. A Cris e depois o Vinícius vieram bem para a minha frente e saquei que o lance era o volume da minha guitar; aproveitei a agachada para ligar o chorus e delay no meu “solo” e aumentei um pouco o volume do PODxt, o que amenizou um pouco a situação. Mas o show inteiro não ouvi o meu wah-wah, sequer sabia, no momento, se ele estava ligado ou não.

Fomos em frente com “All Black”, devidamente anunciada. Houve reações positivas. E foi uma das nossas melhores versões, achei que todas as transições das partes ficaram boas. Diferentemente do show no Dr. Jeckyll, aguardei o Andrio anunciar na íntegra o nome da próxima música, “A Morte, o Bem e o Malzbier Livre” para tocar os acordes iniciais. A pedrada seguiu forte com “Sem Prejuízo” (essa a Sabrina achou bem pesada), e ficou sensacional. Ainda aqui não ouvi quase nada do meu wah-wah, o que foi uma pena, pois acho que acertei as pisadas nas notas. Gostei de ouvir o Brenno nessa, e o Valmor se empolgou no final, mas todos estávamos concentrados, nos olhamos, e seguimos até o final, sem sobressalto.

“Imigrante” também foi anunciada, e foi mais uma com versão arrasa-quarteirão. Ouvi o wah-wah um pouco melhor, pois nessa parte o Andrio toca com timbre limpo, então consegui um pouco de destaque. Na hora achei muito bom tocar “Imigrante”, pois é uma composição com várias partes, e várias partes tecnicamente boas, além das melodias do Andrio, e o groove do Brenno.

O desafio da noite era tocar “Vou Pegar Eles de Tocaia”. Como estava na parte final do set, estávamos todos relaxados e conseguimos fazer uma versão muito boa. Gostei de ouvir o Brenno explorando e improvisando novos grooves, sobretudo a partir da “parte calma”. Achei também muito legal que o Andrio extendeu a parte frevo/baião que ele toca na volta do dedilhado introdutório, antes da parte pesada. Como ele extendeu (a meu sentir, acertadamente, sempre achei que era pouco tocar apenas 4 vezes aquele riff dele tão legal), tivemos que adaptar tudo na hora, e como o Valmor chamou a volta de todos para entrar simultaneamente na parte rápida, fizemos uma versão única dessa música, que jamais havíamos ensaiado. Parece-me, então, que os ensaios serviram para nos entrosar e achar soluções para detalhes de ocasião.

Finalizamos com “Into the Void”, dedicada ao Filipinho, que há 10 anos atrás viu o Valmor e eu, no mesmo Garagem Hermética, mas na Burnin´ Boat, tocar um cover de Black Sabbath; naquela vez foi “Snowblind”, e a ele também tinha sido dedicada a execução.

Vacilei de não ter deixado a câmera com o Vinícius; achei que poderia manuseá-la durante o show, com ela no tripé. Só que o botão de record não fica numa posição muito boa, então perdi “Conselhos”, “Tocaia” e “Into the Void”.

Deixamos o palco e em seguida subiu a Loomer para seguir com os trabalhos. Pois os caras conseguiram tocar com volume ainda mais alto, e quebraram tudo, conforme haviam prometido. Foi uma bela rodada dupla URSO & Loomer, e espero que se repita.

Valmor: Como de praxe, as resenhas do Guilherme cobrem praticamente todos os aspectos do show. Acho que reforço dizendo que “Sem Prejuízo” é uma música incrível de se tocar (bate uma adrenalina absurda do início ao fim). Meu comentário recorrente é de que será uma dor cortar músicas no futuro, se necessário, para realização de sets menores ou adição de composições renovadas. mas temos muito material promissor no forno, incluindo as monolíticas “Homem do Bussaco” e “Repetente”. A expectativa agora é a da dobradinha com o Quarto Sensorial e também uma com a Campbell Trio do brother Diego. Nova parceria com a Loomer também será muito bem vinda!

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Ensaio #12

Guilherme: Seria o ensaio preparatório do show de sexta-feira, 29.10.2010, no Garagem Hermética com a Loomer (não mais contaríamos com a Prozak). Chegamos pontualmente o Brenno e eu, nos arrumamos, batemos papo e isso tudo levou meia-hora. Liguei para o Valmor e verificamos que houve um desacerto nos horários. O cara veio na correria para nos acompanhar, mas o Andrio estava em Guaíba, inacessível àquela hora. Como autêntico power trio, repassamos o repertório inteiro: “Conselhos”, “All Black”, “Malzbier”, “Sem Prejuízo”, “Imigrante”, “Tocaia” e “Into the Void”. A partir de “Sem Prejuízo” acho que encontrei o timbre bom para o ensaio. E para todos foi uma experiência diferente ouvir apenas a minha guitarra, prestando atenção apenas nos riffs, e sem ser soterrado pelo timbre muito mais alto e claro do Andrio. Consenso que devemos nos dedicar à passagem de som para encontrar o equilíbrio das guitars. Praticamos “Tocaia” mais uma vez, e finalizamos com jams com riffs que prezo bastante: “Bussaco” (versão um tom abaixo), com riffs Iommi, e uma versão de uma música da Burnin´ Boat com um tom abaixo e que me pareceu passível de reativação quando comecei a ouvir os discos mais recentes do ZZ Top (aquele timbre do Billy Gibbons é matador, e faz alguns riffs ficarem URSO… quero fazer o mesmo com “Aunt Evil”).

Valmor: Rateada histórica minha e do Andrio esquecendo o dia do ensaio. Sorte termos marcado no Music Box e eu poder ter corrido até o estúdio para completar o power trio. Por um lado foi divertido tocar assim e poder ouvir com amis atenção o aspecto mais base da banda. E como o Andrio é o pelézinho mesmo, sem stress. Imagino que em situação invertida (minus Guilherme) o som ficaria mais setentoso, menos pesado! Agora rumo ao segundo show!

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Ensaio #11

Guilherme: Outubro tem sido um mês competitivo, especialmente para o Andrio que tocou com a Superguidis no SWU e abriu para o Green Day (no dia 13/10/2010, que seria do show da URSO no Beco). Com a proximidade do show de 29/10/2010, no Garagem Hermética, agilizamos um ensaio no Music Box, ao meio-dia do sábado 23/10/2010. Particularmente, gostei bastante de voltar ao Music Box, sobretudo quando encontrei dois amplis Marshall a nossa disposição (o Andrio ficou com o JCM900, e eu peguei o Valvestate c/c Behringer). Apesar do tempo decorrido desde o último ensaio – o # 10 -, estávamos afiados e executamos sem reparos o repertório clássico (“Conselhos”, “All Black”, “Malzbier”, “Sem Prejuízo” e “Imigrante”). É muito bom ouvir as duas guitarras bem afinadas nos acordes de “Malzbier”, e a parte do meio ultrapesada de “Imigrante” é linda – uma hora vamos ensaiar a valorização dessa parte, com retardo e tal. Acho que foi a partir de “Sem Prejuízo” que encontrei a configuração ótima do meu timbre; nada como read the fucking manual, então selecionei a saída para o combo preamp no PODxt, e utilizei os timbres que criei em casa: um, o principal, com distorção de um ampli Insane Line 6, compressor com ganho no 40, noise gate, Fuzz Face com EQ flat, e EQ do ampli meio flat, com pouco mais de agudo. Salvei os ajustes que fiz na hora e o som ficou uma pauleira, acho que finalmente consegui igualar a altura do som do Andrio (que tem um ótimo timbre, bem alto e destacado – ouvem-se todas as notas, uma beleza; o meu acabava ficando soterrado). O Valmor acusou o volume alto, mas é da natureza das coisas. Dedicamo-nos, então, a acertar as duas novas do repertório: “Tocaia” e “Into the Void”. A primeira versão de “Tocaia” ficou muito boa – estava concentrado e todas as partes fluiram; nas outras duas (ou três) repetições, estava distraído e não promovi todas as contagens corretamente. O cover do Black Sabbath ficou melhor a cada repetição (umas duas ou três também), e curti muito o timbre das duas guitarras. Entre umas e outras, o Valmor instou-nos a “tocar um Kiss”, perguntei “qual?”, e o Brenno convocou “Love Gun”, que executamos por alguns instantes. Conversas produtivas com Brenno (sobre Gang Music, baixos Music Man), e Andrio e Valmor (aparentemente o melhor do Alice in Chains é aquele com o cachorro de três patas, que eu não tenho… expressei a opinião de que o “Black Gives Way to Blue” é melhor que “Facelift” e “Dirt”… resta comparar, então, com o auto intitulado “AIC”). Quarta-feira que vem nos encontraremos para o ensaio preparatório do show.

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Ensaio #10

Guilherme: Com o fim da campanha eleitoral se avizinhando, fomos surpreendidos com a truculência do candidato que montou um comitê no nosso local de ensaio. Achando-se dono do pedaço, o cara vetou o ingresso do carro do Brenno, que teve de estacionar na frente da praça. Mas não perdemos tempo com candidatos de “somenos” importância. Tocamos o repertório já dominado (“Conselhos”, “All Black”, “Malzbier”, “Sem Prejuízo” e “Imigrante”). Basicamente utilizei simulação de Mesa Boogie, e levei a Gibson; apesar disso não fiquei satisfeito com o timbre. Em “Conselhos” ficou melhor com o acréscimo do Fuzz, mas nas restantes o melhor foi deixar o timbre sem efeito algum. Fiz alterações apenas no botão de volume do canal (para mais) e agudo e presença (para menos), sendo que no decorrer achei que devia aumentar mais o volume… De toda sorte, ainda falta para alcançar o volume e a definição do timbre do Andrio. PQP. Conversei com o Valmor, e talvez seja o caso de levar pedais de distorção: ele tem um Super Distortion da Boss (um nome desse tipo, com Distortion) e eu posso levar o Jackhammer. Em último caso vou ter que considerar ir atrás de um Fuzz Pi, ou algo do tipo. Executamos duas vezes “Into the Void”, ocupamo-nos brevemente com “Saí Nadando no Riacho Ipiranga” até nos dedicarmos até o final com “Vou Pegar Eles de Tocaia”. Segui as instruções do Valmor, que visualizou nesta uma faixa de 11min, e alonguei tanto quanto pude todas as partes. O pessoal parece ter curtido bastante, e achei que ficou muito bom os sons que o Andrio tirou com o ebow. Na terceira repetição conseguimos fazer adequadamente a transição da parte limpa para a parte Talisman, sendo certo que acertei o volume do timbre na passagem também. As agendas permitiram apenas mais um ensaio para o show no Beco.

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Ensaio #9

Guilherme: Já é praticamente uma turnê: marcados dias 13/10/2010 para o Beco e 29/10/2010 para o Garagem Hermética. Além de praticar o repertório (“Conselhos”, “All Black”, “Malzbier”, “Sem Prejuízo”, “Imigrante”) é oportuno acrescentar coisas novas. No caso, em andamento está “Into the Void”, do Black Sabbath, “Tocaia” e “Saí Nadando”. O Brenno trouxe para este ensaio o baixo fretless, que se revelou preciso sobretudo em “Tocaia”. Desta vez utilizei vários timbres do PODxt: o primeiro foi uma simulação de Rammstein, depois um tal Tredplate, até assentar num tipo Spinal Puppet. Tocamos duas vezes “Into the Void” e faltam apenas ajustes, notadamente verificar a base do solo. Reservamos toda a parte final para “Tocaia”. Inicialmente utilizei um timbre U2, com muito delay, que foi bom no início, mas não prestou para a parada após os acordes. Na segunda repetição, utilizei um timbre jazz limpo, que o Andrio curtiu (“anos 90”), e na terceira me vali do timbre da gravação caseira do feriado de 20.09.2010 (Small Tweed com chorus e delayzinho). A parte limpa foi sendo acertada aos poucos e o Andrio aproveitou o ensejo para mandar ver no recém ganho Ebow, que me pareceu difícil de domesticar, só que com resultados excelentes uma vez manejado por quem entende. A parte Talisman foi agregada na sequência, e aí mudei para um timbre menos metal que fica disponível perto do timbre Small Tweed (só posso mudar para os 4 canais daquele banco) – em qualquer caso, terei que aumentar o volume do canal, além do volume geral. Domingo que vem tem que ficar esperto no Fantástico.

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Ensaio #8

Guilherme: O dia 16.09 foi de comemorações, então estava empolgado por finalizá-lo com um ensaio da URSO, o primeiro após o show do dia 08.09.2010. Objeto das minhas preocupações era o timbre; em casa já havia praticado com vários presets e queria utilizá-los todos no ensaio para eleger o(s) melhor(s). Acabou que iniciamos com o set list e já em “Conselhos” me vali do timbre que tinha produzido por último em casa: apenas com uma simulação de Mesa Boogie, com uma equalização sossegada. Aparentemente as coisas deram certo, e aí não mudei mais (a não ser aumentar o volume na parte final do ensaio). “Conselhos”, pois, “All Black, “Malzbier”, “Sem Prejuízo” e “Imigrante”. Rerum novarum: “Peguei eles de tocaia”, “Saí nadando pelo Riacho Ipiranga” (com riff novo no final, do tipo que inutiliza palhetas), um cover de “Into the Void” do Black Sabbath (desafio tocar em drop-C), tentativa de tocar uma do Pelican (surpreendentemente mais difícil do que imaginava), um cover da Burnin´ Boat – “Noise Garden” – que rolou sem sobressaltos (o Brenno e o Andrio acompanharam bem todos os riffs). Chamei uma do primeiro ensaio, com um riff do Brenno, “Homens de Verdade Não Sabem Dançar“. Enfileiramos jams (uma capitaneada pelo Andrio, outra pelo Brenno, as demais com riffs meus, em geral coisa que já vinha tocando há algum tempo e aguarda um local apropriado). Numa das tantas, e lá pelo final, quebrei a 6.ª corda; o jogo novo de 0’11 resistiu apenas uma semana, e serve de motivo para empregar desde logo a híbrida 0’12 e 0’10. Registrar o atraso no ensaio pela inexplicável e inescusável ausência do dono ou de alguém para abrir o portão, obrigando-nos a ficar mais de 20min do lado de fora – o cara teve sorte que estávamos cansados, pois era o caso de termos avançado no horário convencional. Combinamos novas gravações caseiras e quinta que vem tem mais.

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SHOW URSO #1: Dr. Jekyll 08/09/2010

Guilherme: O Andrio recebeu o convite e nos organizamos para o primeiro show da URSO, em conjunto com a Hangovers, para abrir para a lendária Viana Moog. O início das atividades estava marcado para às 22h, mas logo fui esclarecido de que a pontualidade não era uma questão sagrada. A passagem de som seria entre 19h, 19h30min; só que o trânsito nesse horário já é competitivo, e nesse dia se agravou pelas obras do Dep na Av. Ipiranga e pelo jogo do Grêmio contra o Atlético-GO pelo Brasileirão 2010 (vitória de 2×0, Douglas e Borges, com atuação fraca do time). No decorrer da tarde o Andrio deu o toque de que deveria levar o meu ampli Laney de 50w que estava inativo há uns 5 anos. Cheguei, pois, para a passagem de som perto das 20h, encontrei o Brenno e um amigão dele, e depois chegaram Andrio e Valmor. Arrumamo-nos e tocamos “Malzbier”, “Conselhos” e “Imigrante”. Foram importantes as presenças dos caras da Hangovers, da Liege, do Lucas (Superguidis) que forneceram os parâmetros de som das guitars (a minha tinha que ter mais volume, mais médios e mais graves). Saímos de lá com a convicção de que o som estava muito bom. “Cervejiiiiiiinha” no Bell´s, xis no Cavanha´s, e uma hora depois voltamos ao Jekyll. Ali já estavam meus colegas Átila, César, Ilana, Maria Cláudia, Alex, Roberto e esposa, e o Gabriel. Falei também com o Luciano (da época da Burnin´ Boat, atual Teto e Muro), com o Vinícius (Absence Of), e tive a grande honra de conhecer o Bruno baixista da Quarto Sensorial (oportunidade que não desperdicei para parabenizar os caras pelo alto nível do som, bem como da literatura que é o blog dos caras – há meses nos meus favoritos). O Jekyll é um lugar pequeno, e achei muito bom, sendo certo que o público foi suficiente para deixá-lo cheio. Estava ansioso para tocar. A Hangovers tomou a frente e mandou um set de 5 músicas em 10 minutos. A Liege mandou muito bem na batera, tocando forte e conduzindo os dois guitarristas que executaram uns riffs muito bons, do meu tipo de riff muito bom. Para decepção do Valmor, de alguma maneira não esclarecida a Liege roubou a sua ideia de utilizar cartazes para se comunicar com a banda (o Valmor tem que admitir que os cartazes dela ficaram muito bons). Tão logo a Hangovers deixou o palco, plugamos nossos instrumentos. O público estava muito bom. Deixei uma câmera filmando o show em cima do ampli e o Vinícius ficou com a máquina do Valmor para filmar outros ângulos; e o cara se superou, fazendo close ups em cima do palco e tal, e pelo que vi depois já está praticamente tudo editado. O som estava muito bom durante “Os Conselhos que Vos Deixo”, que contou com uma introdução extendida de solo de baixo do Brenno. O Andrio se valeu do microfone para anunciar as músicas. Antes de “All Black” os caras pediram para eu aumentar o volume da guitar, e isso se repetiu mais duas vezes. Bem, a partir daí meu som rajou; ainda estou investigando o que houve (ampli não deu conta? cabo falhando?), mas o fato é que o timbre estava fechado demais e ainda falhou durante a execução das músicas. E não havia o que fazer – o som sumia, mas depois voltava. “All Black” foi executada sem erros, como as demais. Pessoal parecia estar curtindo bastante, houve até quem gritou “Saí Nadando” e acho que cabe finalizar a composição que estamos fazendo sob esse nome para um próximo show. Com os problemas no som da guitar, aí sim que fiquei estático, evitando movimentos que pudessem eventualmente comprometer ainda mais o som. Mandamos “A Morte, o Bem e o Malzbier Livre” e tenho achado cada vez melhor sobretudo a parte que fazemos um riff metal em uníssono (é o terceiro riff, digamos assim, tocado em dois momentos, antes do, digamos, refrão). Depois de uma rápida apresentação, chamei “Sem Prejuízo”. Para finalizar, uma versão arrasa-quarteirão de “Imigrante”, dedicada pelo Andrio à Larissa Riquelme (diz-se que ela foi entrevistada por uma amiga do Andrio para a Veja em São Paulo, que aproveitou para convidar a musa paraguaia da Copa do Mundo 2010 para assistir a URSO em Porto Alegre – ela viria à capital no dia seguinte). Fomos cumprimentados por muita gente. Realmente fiquei comovido com as manifestações positivas, os elogios, e o feedback qualificado que recebi. Tive a sensação de pela primeira vez ter feito algo bom em termos musicais. O Valmor contabilizou cinco convites de bandas para dividir o palco em shows futuros. Foi produtivo trocar uma ideia com a Giana da Transmission, com o Vinícius, o Luciano, e o Gabriel, que me surpreendeu com comentários pertinentes e oportunos sobre o nosso som (o cara inclusive elegeu justificada e justamente o Brenno como o nosso most valuable player, “sem prejuízo” da participação e da performance de nós outros). Os meus problemas de som foram percebidos por alguns, ignorados por vários; independente disso parece que não arruinou o som da banda, o que é o mais importante. Preocupava-me em manter ou superar as expectativas de quem conhecia o nosso som pelo myspace, blogs, youtube, e pelo visto foi exatamente esse o caso. Outras pessoas também expressaram palavras legais, e fica aqui o agradecimento. Após as fotos, as conversas e tal (rende até para o baterista não é Cris?), a Viana Moog subiu ao palco para sua conhecida apresentação performática. A noite acabou tarde para quem trabalha cedo na quinta. E foi muito boa. Próximo ensaio faremos coisas novas. Riffs e ideias para tal não faltam. Mais fotos do show aqui.

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